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GENÉTICA vs. REALIDADE. Alguns fatos sobre a intolerância à LACTOSE. ⚠️🥛🐄.
1) Ter uma genética favorável à intolerância à lactose (genes LCT e MCM6) não justifica a EXCLUSÃO dos laticínios. Trata-se de predisposição, não de diagnóstico. É necessário haver sintomas para tal conduta;
2) Existem algumas VARIANTES GENÉTICAS associadas à intolerância à lactose. Avaliar apenas um polimorfismo ("mutação") pode levar a grandes erros na conduta nutricional;
3) Ao longo da vida, há uma DIMINUIÇÃO na capacidade de o organismo produzir a ENZIMA que digere a lactose. Se a genética for favorável à intolerância, os sintomas poderão ocorrer mais cedo do que na média da população;
4) Quanto MENOS LACTOSE se consome, menos o intestino é capaz de produzir a enzima lactase. A genética indica um risco maior - ou menor - de reações adversas, mas, felizmente, ela é influenciada pelo AMBIENTE e nem todos irão desenvolver a intolerância tão precocemente, mesmo com alto risco;
5) Uma SAÚDE INTESTINAL ruim - que vai muito além de ir ou não ir ao banheiro diariamente - favorece a diminuição da enzima lactase e pode antecipar uma intolerância à lactose;
6) A lactose é BIFIDOGÊNICA, ou seja, favorece o crescimento de bactérias benéficas à saúde intestinal. A exclusão desnecessária e sem um ajuste alimentar compensatório pode levar a prejuízos à saúde intestinal;
7) Se tiver suspeitas de intolerância à lactose, vale a pena realizar o TESTE RESPIRATÓRIO DE HIDROGÊNIO EXPIRADO ou, ainda, o teste de glicemia após sobrecarga com lactose. Se derem negativos, pode haver outro quadro associado ao consumo dos laticínios e, nesse caso, apenas excluir a lactose pode não ser suficiente.
Referências
-Nutrients. 2020 Sep 3;12(9):2689. doi: 10.3390/nu12092689.
-Gut. 2019 Nov;68(11):2080-2091. doi: 10.1136/gutjnl-2019-318404.
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